Eu fui uma criança limpa, bebia água mineral e comia papinha da nestlé, nunca subia em árvores nem pulava muros. Ia brincar e voltava com a roupa impecável.
Catarina vive descalça, só de fraldas. Ela brinca com água, pega no colo, abraça e beija o Joaquim (o shihtzu da casa dos avós maternos). Minha filha já comeu coisa do chão, já até lambeu o chão, comeu besouro e duvido que nunca tenha comido ração. Cacá vai pra festa de aniversário tira os sapatos e fica com o pé preto. Senta no chão e come pipoca. Eu ainda amamento a Catarina.
Já escutei e ainda escuto coisas desagradáveis. Já escutei muitas vezes me perguntarem:
“Mas você acha isso certo?”
“Mas você dá o peito até hoje?”
Já falaram muita coisa pra Catarina mas que era pra eu escutar:
“Você é índia pra viver sem roupa?”
“Tadinha, você não tem roupa não?”
“Nossa que pé preto, coisa feia…”
“Pra que brincar com água, vai se molhar e ficar doente…”
“Não sei como essa menina não adoece, vive sem roupa e descalça…”
Já me doeu mais, e não vou mentir que não me incomoda, as frases e os olhares quando minha filha cai no chão e eu nem olho.
Mas sabe de uma coisa, minha filha tem 1 ano e 7 meses e até hoje só teve um resfriado, se não fosse a intolerância a lactose (que parece estar passando) ela comeria de tudo! Ela come duas pratadas de sopa que dá gosto de ver, ama frutas, sucos e é chega num tomate.
Catarina fala poucas palavras mas conversa com uma vontade que deixa a todos hipnotizados.
Catarina dança lindamente com seus braços descoordenados e seu rebolation único.
Catarina acorda de manhã, abre um sorriso e diz “ooooiii” de uma forma tão doce que dá vontade de apertar e nunca mais soltar.
Catarina fica tão feliz quando recebe um copo de Áfu (suco) ou um prato de Papá que ás vezes eu me emociono.
Catarina pede “bença” antes de dormir dá “táu táu” e manda beijo.
Catarina pede abraço, “có” (colo), faz cafuné e dá beija muito.
Catarina estabaca no chão e não chora.
Sabe de uma coisa, minha índia dos pés pretos que adora mamar em mim é bem feliz.
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Aaaai, que post mais lindo!! Eu fui criada como a sua Catarina e fui imensamente feliz na minha infância. Tudo que posso te dizer é: continue deixando que ela seja feliz assim!!!!!
Beijos
Tati
#amigacomenta
Linda tua índia… Tem coisa melhor que ser criança e viver livre. Quando a gente vira adulto aí tem que andar vestido, calçado… e morre de inveja da criança que é livre!
Aproveita a tua linda Catarina!
#amigacomenta
Mix
Você é que está certa de alimentar sua filha com coisas saudáveis (incluindo seu peito hohoho) e deixá-la brincar descalça, na terra, no chão, com o Joaquim. Com certeza ela está bem feliz, a gente vê nos olhares lindos que ela lança para sua câmera. E está muito linda também.
É isso aí, não dê ouvido àqueles que te criticam, crie sua Catarina do jeito que VOCÊ acha o melhor pra ela.
Tb casei que ouvir coisas que no começo me magoaram muito, hj aprendi a ser “grossa”, pois ou respondo com ironias ou finjo que não ouço (sofro do mesmo mal dos meus filhos: surdez seletiva).
O sorriso no rosto da sua filha diz tudo!
Bjos
Elaina
http://www.vidademae.net/
#amigacomenta
Sinceramente, na minha opinião você está mais que certa… essas crianças precisam mais de vitamina S…essas coisa de criar as crianças em bolha e alcool em gel, sem poderem brincar… ahhh…. por favor!
Nossos pais, avós, eu… fui criada assim e to viva, feliz…
Quero proporcionar isso e muito mais lugares que meu filho possa fazer traquinagens e ficar com o pé preto sim!!!!
beijos
adorei seu blog!
Karin – @karinpetermann
http://www.mamaeecia.com.br
Estou encantada pela Catarina!! Lindo seu post!!!
Não se importe mesmo com tudo que vc ouve. A maioria das pessoas acha que é tão fácil criar os filhos dos outros e cuidar da vida dos outros!!
Meus filhos são criados livres também. E é a coisa mais deliciosa do mundo!!!
Um beijo grande!!!
Mas é isso aí! Fui “índia do pé preto” também, e minhas duas filhas são!
Eu fui uma criança asmática, que vivia descalça, brincava no chão, na terra, com os cachorros de estimação… e ó: a asma foi embora!
Cacá é saudável porque tem contato com o ambiente ao redor, e tem muitos anticorpos criados por conta disso. Seu corpo é forte e capaz de se defender. Se ser “índia do pé preto” é ter saúde, me orgulho da minha e da das minhas meninas!
E deixa esse povo besta ficar falando aí, porque tão tudo com os filhos em redomas, criados à base de sabonete e gel antisséptico, tudo fraco e sem defesas.
Cacá é feliz, e sabe! E viva as nossas índias do pé preto!!
Lindo post, Adorela! Existem padrões aparentemente imaculados que regem o comportamento da boa mulher/esposa e boa mãe. Não me encaixo em vários aspectos e já ouvi críticas variadas, você pode imaginar. Ainda assim, meu filho é elogiado por ser sociável, educado, etc e tal. Funciona assim, por mais que tentem, nem mesmo as “MÃES MODELO” conseguem ser perfeitas ou respeitar integralmente suas próprias regras (não que eu defenda um lifestyle desregrado). Uma ironia da qual não pretendo participar.
Tatá, mesmo que eu não fosse tia da Catarina e muito menos soubesse quem é você, ainda assim acharia seu relato uma das coisas mais bonitas e verdadeiras que li ultimamente. Mas eu conheço essa pequena, você e principalmente meu irmão que sem puxa saquismos é um pai maravilhoso. COmo eu disse no twitter, bastam 5 minutos passados com little Cat para vermos que ela é uma criança feliz e saudável. Minha mãe e eu sempre comentamos o tanto que ela é bem humorada, carinhosa, risonha e para mim, encantadora.
Beijo grande e amos vocês!
Não esquenta não pq a Ana Clara (minha filha do coração) era conhecida como “Ana Clara do pé preto” tb. Só tem um detalhe, agora ela é a Ana Clara da meia preta pq até hoje não para sapato naquele pé…risos. Beijo na família.
Eu também tenho um indiozinho do pé preto, só que é meu netinho e sabe, falo tudo isso que sua mãe fala, mas não tem maldade não.
É uma delícia falar tudo isso, e ao mesmo tempo, sou eu que encho o prato do cachorro com água para ele brincar, fui eu que proporcionei o primeiro pé preto, dou o papá dele e depois deixo ele brincar de comer sozinho.
Fico muito feliz que meu filho e minha nora não ligam para minhas doidices com o bebê. Depois dou um banho e coloco uma roupinha limpinha e devolvo ele são e salvo. rsrsrsrs
Adoro a maneira como você escreve.
Beijão para você e sua doce Catarina
Catarina que é “criança de verdade”! Meu Felipe tem o passe livre para experimentar o mundo também, apesar de que as vezes é a mãe dele que fala: “pega filho, argila é legal de brincar”, “Filho, vai lá brincar na terra com seus primos” e por aí vai…as vezes ele prefere o ipad (por incrível que pareça), é nessas horas que EU saio do meu salto para incentivá-lo a ser “criança de verdade”….tudo de bom, feliz natal e ano novo cheio de sapequices!
Amanda Gusmão
unidunikids.com.br